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Tríptico – O mito de Perséfone

Após a minha primeira exposição no início do ano “Flora”, voltei ao registo que gosto e pelo qual tenho dedicado muitas horas de estudo.

A fotografia surrealista, o storytelling, o conceptual são registos através dos quais exploro mundos diferentes muito associados ao imaginário e à forma como encaro o mundo.

Neste trabalho que vos apresento exploro o mito de Perséfone, uma divindade da Cultura Grega considerada a deusa da agricultura, da natureza, da fertilidade, das flores e por aí, que um belo dia resolveu ir colher flores e foi raptada pelo Deus do Submundo Hades que a levou e desposou fazendo dela a sua rainha.

Deméter, a Deusa da Agricultura e das Estações do Ano, mãe de Perséfone fica muito triste e começa a destruir as colheitas.

Com isto, uns sugerem que terá sido Hérmes, o chamado mensageiro dos deuses, a resgatá-la, outro sugerem que terá sido Zeus o pai dos deuses, a exigir o seu regresso para junto de sua mãe.

De uma forma ou de outra e antes de Perséfone abandonar o Submundo, acabou por ingerir sementes de romã que Hades lhe ofereceu “prendendo-a” para sempre ao mundo infernal.

Por consequência disto estabeleceu-se um acordo que sugeria que Perséfone passaria metade do ano com a mãe e a outra metade com Hades como rainha do Submundo.

De uma forma alegórica o mito de Perséfone explica o ciclo das colheitas e em certas versões as existência das estações do ano.

Um resumo de tudo o que tenho lido sobre este mito, tendo em conta versões fantasiadas que acabaram por iniciar esta ideia.

Deixo aqui o texto (que transcrevo de seguida) que me inspirou de verdade para construir este tríptico, um tríptico que na primeira imagem apresenta a personagem, na segunda sugere a visão do rapto de Perséfone com a caveira escondida entre as flores e a terceira imagem que apresenta a personagem dividida entre a eterna filha de Deméter e a rainha do Submundo.

“Aren’t you afraid of my darkness, my dear?” Hades asked with mischief in his eyes while he was embracing her from the back. She was looking away.
“No,” Persephone replied, suddenly, turning her face to see his blue eyes like ice, she added, “You haven’t even seen mine yet.”

The god of the Underworld change abruptly his expression and the mischief was replaced by incomprehension and astonishment. He wasn’t expecting that that adorable and delicate creature was able to give such a mysterious response to his question, at all. Hades was now intrigue.
Persephone let go of his grip and walked back to the lake shore, followed by Hades. She sat on the shore and let the water caress her tiny feet. The eldest of the gods stood behind the goddess of nature, staring at her. He didn’t missed any of her movements, which were full of grace and reminded him of the leaves rocked by a gentle wind. Then, she turned, again, her face to look him directly to his icy eyes with her blue-green eyes, similar to the waters of a lagoon. They were staring at each other, no words in between. Suddenly, Persephone was on her feet so close of him that he could fell her soft breath, it smelled like Jazmin. Hades grabbed her, unexpectedly, from her delicate biceps.

“Tell me the truth.” Hades demanded.
“I can’t.” Said the goddess.
“Say it. I want to hear the words coming out of your lips.” Begged the King of the Underworld.
“I can’t,” Persephone repeated, “I don’t want to hurt you.”
“I don’t care! I need you to tell me! Do you love me!?”
“If I tell you,” Conceded the daughter of Zeus holding Hades face with her tiny hands, “I must ask you to be strong. Don’t break down, because if you do, no one, listen carefully, no one will be able to take the pieces. They will buried at the bottom of your soul, and that, unfortunately, is a place were no one, not even myself, can reach.

“Tell me.” Hades replied.
Persephone approached her mouth to Hades’s ear and pronounced: “ I love you. ”
Hades fell on his knees.”

De seguida os quadros e se quiserem melhor resolução das fotografias é só seguir aqui.

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